Publicado em: 11/04/2017

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“Em um dia memorável, aconteceu uma Audiência Pública promovida pela Prefeitura de Nanuque nas dependências da Câmara Municipal neste 11 de abril, a fim de discutir a situação contratual da Copasa com o Município; a audiência teve início com a fala do Prefeito Roberto de Jesus, o qual fez um pronunciamento incisivo em desfavor da Copasa; a Prefeito pontuou, que não existe uma efetiva prestação dos serviços cobrados pela Copasa, ficando a cidade à mercê de esgotos a céu aberto, poluição do Rio Mucuri, ruas esburacadas em decorrência do colapso da rede coletora de águas pluviais, entre outras mazelas; o Prefeito Roberto de Jesus encerrou sua participação mostrando seu descontentamento com a falta de proposições concretas por parte da Copasa.”

Em um dia memorável, aconteceu uma Audiência Pública promovida pela Prefeitura de Nanuque nas dependências da Câmara Municipal neste 11 de abril, a fim de discutir a situação contratual da Copasa com o Município e outras pendências na prestação dos serviços, alvo de constantes protestos por parte da população.

A audiência teve início com a fala do Prefeito Roberto de Jesus, o qual fez um pronunciamento incisivo em desfavor da Copasa, dizendo, entre outras colocações carregadas de indignação em relação ao tratamento que a concessionária tem dispensado à população, que ele, Prefeito, a despeito de todo o acervo técnico da companhia estatal, está disposto a prosseguir na relação Município-Copasa até onde for do interesse da comunidade.

O Prefeito pontuou, ainda, que não existe uma efetiva prestação dos serviços cobrados pela Copasa, ficando a cidade à mercê de esgotos a céu aberto, poluição do Rio Mucuri, ruas esburacadas em decorrência do colapso da rede coletora de águas pluviais, entre outras mazelas. Lembrou ainda, que quando a Copasa encampou todo o serviço de esgotamento sanitário, não foi feito um levantamento do valor do patrimônio que foi absorvido pela companhia e que os valores pagos não foram alvo de uma avaliação técnica.

Em seguida passou-se à intervenção dos Vereadores que compõem uma Comissão existente na Casa Legislativa, para tratar especificamente do caso Copasa, cujo comando é do Vereador Sólon Ferreira da Rocha Filho, que há vários anos vem liderando na cidade um movimento em favor do rompimento da Administração Municipal com a concessionária, pela cobrança indevida por serviços não prestados. O vereador colocou sob suspeita um acordo feito entre o Município e a empresa, celebrado pela administração que antecedeu Roberto de Jesus, que retirou da dívida ativa um crédito de R$ 82 milhões devidos pela companhia à municipalidade.

Um momento de grande comoção foi a apresentação de um documentário feito pelo Vereador Aranha onde o mesmo apresentou situações de profundo abandono de comunidades que vivem em condições sub-humanas em lugares infectos pela ausência de saneamento, muito embora sejam obrigados ao pagamento da taxa de esgoto à Copasa por serviços que nunca foram prestados.

Após a intervenção de outros edis, que ao todo somaram 12 presenças no evento, foi a vez da manifestação popular, quando dezenas de moradores fizeram uso da palavra para formular questionamentos aos representantes da Copasa ali presentes. As perguntas versaram, à priori, sobre o mesmo tema, ou seja, dúvidas, descontentamentos, reclamações as mais variadas, mostrando a extensão da insatisfação da população com a companhia de saneamento.

Ao ser dada a palavra aos representantes da Copasa, o que pôde ser efetivamente constatado daquilo que foi dito pelo Diretor de Operações Gilson Queiroz, foi um singelo reconhecimento de que, de fato, a empresa não tem agido corretamente para com a comunidade nanuquense, sem, no entanto, aprofundar nos assuntos de interesse do público ali presente e sem verbalizar nenhum compromisso no sentido equacionar os problemas expostos em todas as manifestações.

O Prefeito Roberto de Jesus encerrou sua participação mostrando seu descontentamento com a falta de proposições concretas por parte da Copasa e novamente se mostrou disposto a aprofundar o debate até que se esgotem todas as possibilidades de se chagar a um denominador comum, não descartando a possibilidade de abertura de um procedimento licitatório em âmbito nacional para a contratação de outra prestadora de serviços.

            “Aqueles que apostaram que nós não teríamos a disposição de promover esse e outros debates de interesse da comunidade, que não teríamos coragem de colocar o dedo na ferida por receio de tomarmos medidas impopulares, estes vão perder”. Afirmou o Prefeito Roberto de Jesus.

E conclui: “Porque nós estamos sim, dispostos a aprofundar todas as questões que digam respeito ao futuro da nossa cidade. Se foram inconsequentes até aqui e não trouxeram o cidadão comum para o centro dessa discussão, nós o faremos, mesmo em prejuízo de interesses estranhos aos interesses da população”. Finaliza o Prefeito.